quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Haiti recebe ajuda brasileira em reabilitação



O governo brasileiro vai conceder novo apoio ao Haiti, desta vez para a construção de um hospital e mais dois serviços destinados à área de reabilitação. A ajuda brasileira ao Haiti se fortaleceu em 2010, após as conseqüências do terremoto que assolou o país. Serão construídos um Hospital Comunitário, além do Instituto Brasil-Haiti de Reabilitação e também um laboratório de órteses e próteses, com o apoio do governo cubano. Os serviços, inéditos naquele país, funcionarão na localidade de Bon Repos, próxima à capital Porto Príncipe.  As três unidades vão beneficiar cerca de 250 mil haitianos por ano.
Com o terremoto do ano passado, o número de pessoas amputadas superou 7 mil. O Brasil vai repassar  5 milhões de dólares para a construção dos três serviços. Outros 2 milhões de dólares serão aplicados em equipamentos médicos. As obras deverão ser concluídas até maio de 2012.  Para trabalhar no Instituto Brasil-Haiti de Reabilitação, serão contratados cerca de 50 profissionais haitianos da área de saúde, com recursos da Agência Brasileira de Cooperação. O Instituto Albert Einstein oferecerá atividades de capacitação.

“A cooperação entre os países é uma via de mão de mão dupla. Todos se beneficiam. Na área da saúde as equipes brasileiras também aprendem a lidar com situações críticas e trazem este conhecimento quando retornam para Brasil, mais qualificados e com mais ferramentas diante das necessidades nacionais”, avalia Eduardo Botelho Barbosa, chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde do Brasil. O representante brasileiro salienta que o compromisso do Ministério da Saúde vai além da simples assistência médica. “O auxílio do Brasil será a longo prazo e contribui com o processo de fortalecimento de todo o sistema de saúde haitiano.”

As iniciativas atendem também aos compromissos assumidos pelo Brasil quando da assinatura do Memorando de Entendimento Brasil, Cuba e Haiti para o fortalecimento do sistema de saúde e de vigilância epidemiológica no Haiti, firmado em 27 de março de 2010. Com o memorando, os Ministérios da Saúde dos três países se engajaram juntos na reconstrução do setor de saúde do Haiti, após o terremoto de 2010.
APOIO - O Ministério da Saúde brasileiro já doou ao Haiti 30 ambulâncias com equipamento básico de atendimento, além de oferecer capacitação técnica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu 192). Esta ação teve como objetivo estruturar um sistema nacional de urgência e emergência no Haiti. Também foram doadas pelo Ministério da Saúde 360 toneladas de medicamento para o tratamento dos casos graves e moderados de cólera.

O auxílio brasileiro ao Haiti vale-se dos recursos extraordinários do Ministério da Saúde aprovados pelo Congresso Nacional no ano passado, conforme a Lei 12.239, para operações de assistência especial no exterior e assistência humanitária ao Haiti, em iniciativas voltadas para a saúde. As compras foram planejadas pelo Projeto de Cooperação Sul-Sul de Fortalecimento da Autoridade Sanitária do Haiti – o Projeto Tripartite.

Cresceu o número de derrames em adultos jovens

Um levantamento realizado nos hospitais do estado de São Paulo mostrou um aumento de 36,1 mil internações, em 2009, para 38,9 mil, em 2010.

Dessas, cerca de 5,5 mil (14%) dos pacientes estão na faixa entre 30 e 49 anos.

A maioria dos casos de derrame ainda ocorre entre a população com idade acima de 70 anos, com 15,9 mil internações.

O segundo grupo mais acometido pelo AVC situa-se na faixa entre 50 e 59 anos de idade, com o registro de 7,3 mil atendimentos.

O problema é que "os principais fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas acima de 40 anos, estão se manifestando cada vez mais cedo," alertou o neurologista Reinaldo Teixeira Ribeiro.

Na avaliação do especialista, isto se deve ao modo de vida urbano, que tem favorecido o aparecimento de pessoas mais estressadas, sedentárias e com uma dieta rica em gorduras.

Esse estilo de vida eleva a incidência de obesidade, diabetes e hipertensão, todos fatores de risco para o AVC.

As principais causas dos derrames são hipertensão arterial (pressão alta), diabetes (níveis altos de açúcar no sangue), dislipidemias (colesterol e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo e estresse.

Fonte: medicando

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Governo institui diagnóstico precoce de câncer

Metas para aumentar a cobertura de exames dos principais tipos da doença fazem parte de programa do Ministério da Saúde

Aumentar a cobertura de mamografia em mulheres entre 50 e 69 anos; ampliar a cobertura do exame preventivo do câncer do colo uterino em mulheres de 25 a 64 anos e tratar 100% das mulheres com lesões precursoras do câncer do colo do útero. As metas relativas ao combate ao câncer fazem parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), lançado pelo Ministério da Saúde. As metas devem ser cumpridas no período 2012-2022. A presidenta da República, Dilma Rousseff, destacou, ontem, na abertura da conferência de alto nível da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), a necessidade de enfrentamento - prevenção e controle - das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

Os cânceres de mama e do colo do útero são o segundo e o terceiro mais incidentes entre a população feminina brasileira (o primeiro é o câncer de pele não melanoma). O câncer de mama afeta 49 a cada 100 mil mulheres por ano no País; e o do colo do útero, 18 a cada 100 mil. Para 2011, são esperados 49.240 novos casos de câncer de mama e 18.430 de câncer do colo do útero. Esses dois tumores juntos foram responsáveis pela morte de 16.547 mulheres em 2008, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

O câncer do colo do útero é o único tipo de tumor 100% prevenível. Ele é precedido pela chamada lesão precursora. Tratada a lesão, a mulher não chega a desenvolver o câncer. De desenvolvimento lento, ele é raro em mulheres até 30 anos e a incidência aumenta progressivamente até ter seu pico na faixa de 45 a 50 anos.

A causa mais frequente do câncer do colo do útero é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). Embora o HPV seja um vírus sexualmente transmissível, o uso de preservativo (camisinha) não impede totalmente o contágio. Em fase inicial, o câncer do colo do útero não apresenta sintomas. Por isso, é fundamental que todas as mulheres entre 25 e 64 anos façam o exame preventivo (Papanicolau). Após dois exames com resultado normal com intervalo de um ano, o exame só precisa ser repetido a cada três anos.

Em relação ao câncer de mama, os maiores desafios do Brasil são fazer o diagnóstico precoce e o tratamento no tempo oportuno. Identificado em estágios iniciais, quando as lesões são menores de dois centímetros de diâmetro, apresenta elevado percentual de cura. Atualmente, as taxas de mortalidade por câncer de mama no País são elevadas porque cerca de 40% dos casos são diagnosticados tardiamente.

O exame clínico anual das mamas (a partir dos 40 anos) e a mamografia, a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos, são os métodos recomendados para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil.

Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos constituem fatores de risco para o câncer de mama.A mulher, de qualquer idade, deve procurar o médico caso identifique alterações na pele que cobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta.
Fonte: Ministério da Saúde

Sociedade apoia plano para reduzir mortes


Empresas e Instituições médicas aderem à Declaração Brasileira para a prevenção e Controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Instituições públicas e privadas se comprometem com o plano brasileiro para enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), que prevê uma série de ações para reduzir em 2% ao ano as mortes prematuras por enfermidades como câncer, infarto, doenças cerebrovasculares e diabetes. A adesão ocorre por meio de assinatura na Declaração Brasileira para a prevenção e Controle das DCNT.

O documento já foi ratificado por instituições médicas, como a Academia Brasileira de Neurologia e a Sociedade Brasileira de Cardiologia; por representantes da sociedade civil, como a Associação Brasileira de Portadores de Câncer (AMUCC); por secretarias de saúde municipais e estaduais; e por clínicas privadas. Além disso, qualquer pessoa também pode manifestar seu apoio ao Plano, por meio do Portal da Saúde (Pessoa Física e Pessoa Jurídica). No espaço instituição vinculada, basta colocar o local de trabalho.

“A adesão dessas instituições é fundamental para alcançarmos as metas propostas, pois as ações devem ser fomentadas e apoiadas em todos os setores da sociedade”, enfatiza Deborah Malta, coordenadora geral de Agravos e Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Ministério da Saúde. Atualmente, a taxa de mortalidade prematura por DCNT é de 255 por 100 mil habitantes. Com a proposta, espera-se chegar a 2022 com taxa de 196 por 100 mil habitantes.

No Brasil, as DCNT concentram 72% do total de óbitos, de acordo com dados de 2009 do Sistema de Informação de Mortalidade – percentual que representa mais de 742 mil mortes por ano por esse grupo de causas. Entre elas, as que mais matam são as doenças cardiovasculares (31,3%), o câncer (16,2%), as doenças respiratórias crônicas (5,8%) e o diabetes mellitus (5,2%).
Clique aqui para acessar a Declaração Brasileira
Fonte: Alethea Muniz / Agência Saúde / Ministério da Saúde

Inibidores de Apetite

Após reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, com discussão do Relatório Integrado sobre Eficácia e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite, ficou decidido que a decisão final sobre a suspensão dos emagrecedores será tomada numa reunião pública, ainda sem data definida.

O Diretor-Presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, afirmou, em entrevista à imprensa, que o relatório propõe o cancelamento do registro de todos os derivados anfetamínicos, permitindo, no entanto, a manutenção da sibutramina, com diversas restrições sanitárias. Os técnicos sugerem a permanência da sibutramina devido a sua comprovada eficácia, que é a perda de 5 a 10% de peso em um período de quatro semanas em obesos. Ele deverá ser recomendada apenas a pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30 e não ser portador de cardiopatia diagnosticada.

A Agência sugere ainda o uso da medicação apenas em paciente com o perfil indicado; notificação de receita pelo médico; assinatura de um termo de responsabilidade pelo médico, paciente e farmácia de manipulação; avaliação mensal do paciente e notificação compulsória, pelo médico, de reação adversa no paciente.

De acordo com o presidente da Comissão de Comunicação Social da SBEM, Dr. Ricardo Meirelles, nenhum dos medicamentosinibidores de apetite deve ser retirado do mercado e nenhum tipo de controle especial diferente de outros medicamentos é justificado. “Os possíveis efeitos adversos e contraindicações da sibutramina não são mais graves do que os de diversos outros remédios comercializados normalmente. O receituário B2, atualmente em uso, já permite que se faça um controle estrito da prescrição e venda desses produtos, pois é específico para os anorexígenos”, afirma.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fumantes estão mais propensos a câncer de bexiga


Substâncias tóxicas do cigarro eliminadas na urina aumentam chance de contração da doença


Por Luma Santos
Fumantes possuem quatro vezes mais chances de desenvolver câncer de bexiga, aponta pesquisa divulgada pelo Jornal da Associação Americana de Medicina. A causa mais aceitável é a passagem das substâncias nocivas do cigarro pelo aparelho excretor. O levantamento foi elaborado com dados de mais de 450 mil pessoas obtidos por meio de um estudo sobre saúde e dieta nos Estados Unidos.

“Os metabólicos liberados no organismo na combustão do fumo são eliminados na urina, o que pode provocar câncer no rim e na bexiga. Eles são irritativos à camada de tecidos que reveste o interior dos órgãos desse sistema. O triptofano, por exemplo, é tóxico para a mucosa vesical”, explica o Dr. Arnaldo Cividanes, urologista e diretor clínico do Hospital CECMI (Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas).

Apesar de fumarem menos, indivíduos do sexo feminino têm mais chances de adquirir a doença. “Com um maço por dia, o risco de um homem desenvolver o tumor aumenta uma vez e meia. Na mulher, essa chance cresce quatro vezes e meia”, alerta o Dr. Marcos Dall'Oglio, chefe do setor de Uro-Oncologia do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).

Especialistas alertam que não são todos os adeptos do tabaco que vão, necessariamente, desenvolver esse tipo de carcinoma. “Não é uma regra. Cada pessoa responde de um jeito a essas substâncias tóxicas. Existem indivíduos que, depois de cinco anos de abstinência, não apresentam qualquer vestígio nocivo,” assegura o Dr. Fernando Almeida, urologista e Chefe dos setores de Disfunção Miccional da Escola Paulista de Medicina.

Segundo o Dr. Otero Gil, urologista do Hospital 9 de Julho, não é necessário o contato direto com o cigarro para estar suscetível ao tumor. “Os fumantes passivos também correm os mesmos riscos de desenvolver o câncer na bexiga. Na respiração da fumaça, o corpo absorve os componentes cancerígenos eliminados pela urina”, explica.

De acordo com o Ministério da Saúde, 10% de todas as causas de mortes no mundo, aproximadamente cinco milhões de pessoas por ano, são atribuídas ao tabagismo. No Brasil, a média é de 200 mil a cada 12 meses.

Espírito Santo zera fila de transplantes de córnea

A fila para quem aguarda por uma córnea no Espírito Santo, que já chegou a ultrapassar 300 pacientes, não existe mais. No começo deste mês, as últimas quatro pessoas da lista receberam doação por meio da Central de Captação de Órgãos da Secretaria de Estado da Saúde (CNCDO). Todas passaram pelo transplante - o último deles realizado nesta semana. Como resultado, 16 córneas excedentes puderam ser ofertadas à Central Nacional de Transplantes (CNT), que as encaminhou para Goiás.

O feito coloca o Estado entre os três do Brasil onde não há espera por córnea. Isso foi possível, entre outros fatores, graças aos esforços do Governo do Espírito Santo na área, como a inauguração do Banco de Olhos do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), que recebeu investimento de R$ 300 mil. O recurso foi usado para equipar o setor com refrigeradores para manutenção de tecidos, cabine de segurança biológica, centrífuga para avaliação sanguínea e microscópios.

Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde repassa R$ 1,3 milhão por ano para o Hospital Evangélico de Vila Velha, para custeio, incluindo os procedimentos de captação e transplantes. Há que destacar ainda os investimentos na capacitação das equipes das Comissões Intra-hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) dos hospitais. Os treinamentos são promovidos pela CNCDO e abrangem profissionais envolvidos no processo de doação.

Dados

O Espírito Santo já chegou a ter 325 pacientes aguardando por doação de córnea. Entretanto, a quantidade de pessoas na lista foi diminuindo à medida que a quantidade de transplantes aumentava. Em 2009, foram realizados 131 procedimentos; em 2010, foram 159 e em 2011, 193, nos seis primeiros meses. Em julho deste ano, a fila era de apenas 37 e em setembro, chegou a zero. Agora, quem precisar do tecido, não precisará aguardar.

O desempenho do Estado rendeu-lhe a quinta posição no ranking nacional quando se calcula o número de transplantes de córnea por milhão de população (com 86,6%). Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a informações é relativa ao primeiro semestre de 2011 e não leva em conta, portanto, o fim da lista de receptores do tecido.